segunda-feira, 28 de setembro de 2026
SAÚDE

Hábitos simples ajudam a cuidar da saúde no dia a dia no Amazonas

Confira hábitos simples para cuidar da saúde no dia a dia no Amazonas, com orientações sobre alimentação, hidratação, exercícios, sono, saúde mental, vacinação e prevenção de doenças transmitidas por mosquitos.

Cuidar da saúde no dia a dia não depende apenas de grandes mudanças. Hábitos simples, repetidos com regularidade, ajudam a prevenir doenças, melhorar a disposição e aumentar a qualidade de vida. No Amazonas, onde o calor e a umidade podem fazer parte da rotina, cuidados com a hidratação, a proteção contra o sol e a prevenção de doenças transmitidas por mosquitos merecem atenção especial.

As orientações devem ser adaptadas à idade, às condições de saúde e à realidade de cada pessoa. Quem tem doença crônica, está grávida, usa medicamentos contínuos ou apresenta sintomas persistentes deve buscar orientação em uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Autocuidado não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento profissional.

1. Priorize alimentos in natura ou minimamente processados

Uma alimentação saudável pode começar com escolhas acessíveis e presentes na rotina. Frutas, verduras, legumes, feijão, arroz, ovos, raízes, tubérculos, peixes e outras fontes de proteína podem fazer parte de refeições variadas, conforme a disponibilidade e os hábitos culturais de cada família.

O Ministério da Saúde recomenda priorizar alimentos frescos e reduzir o consumo de produtos ultraprocessados, como refrigerantes, biscoitos recheados, salgadinhos e refeições prontas. Também é importante moderar o uso de sal, açúcar, óleo e gorduras.

Uma medida prática é observar a lista de ingredientes dos produtos. Quanto mais extensa e composta por nomes pouco conhecidos, maior pode ser o grau de processamento. Sempre que possível, prefira preparações caseiras, assadas ou cozidas, em vez de frituras frequentes.

Comer devagar, fazer as refeições em horários regulares e evitar substituir água por bebidas açucaradas também contribuem para uma rotina mais equilibrada. Pessoas com diabetes, hipertensão, doença renal ou outras condições específicas precisam seguir as orientações da equipe de saúde.

2. Beba água regularmente

A hidratação é especialmente importante em dias quentes, durante atividades físicas e em situações de maior exposição ao sol. No Amazonas, o calor pode aumentar a perda de líquidos pelo suor, mesmo quando a pessoa não percebe sede intensa.

A orientação geral é beber água ao longo do dia e reforçar a atenção com crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas. O Ministério da Saúde recomenda hidratação constante durante períodos de calor e alerta para sinais como fraqueza, tontura, dor de cabeça, náusea e cãibras.

Para facilitar, mantenha uma garrafa limpa por perto e ofereça líquidos regularmente a quem pode ter dificuldade para pedir água. Bebidas alcoólicas não substituem a hidratação. Pessoas com restrição de líquidos por orientação médica devem seguir a recomendação individual e não aumentar o consumo por conta própria.

3. Proteja-se do sol e ajuste os horários

Em atividades ao ar livre, use roupas leves, boné ou chapéu e, quando possível, protetor solar conforme as instruções do fabricante. Também é recomendável buscar sombra e evitar os horários de maior calor, principalmente quando a atividade exigir esforço físico.

Caminhadas, deslocamentos e exercícios podem ser programados para o início da manhã ou o fim da tarde, quando as temperaturas tendem a ser mais amenas. Durante a atividade, faça pausas, beba água e interrompa o esforço diante de mal-estar, tontura, falta de ar ou dor.

A exposição prolongada ao calor pode causar desidratação e insolação. Confusão mental, desmaio, convulsão ou perda de consciência são sinais de gravidade e exigem atendimento imediato.

4. Inclua movimento na rotina

Atividade física não significa necessariamente frequentar uma academia. Caminhar, dançar, pedalar, nadar, brincar, cuidar do jardim ou realizar tarefas domésticas também são formas de movimentar o corpo. O mais importante é reduzir o tempo sentado e encontrar uma atividade compatível com a idade, a condição física e os interesses pessoais.

O Guia de Atividade Física para a População Brasileira orienta que adultos busquem, quando possível, pelo menos 150 minutos semanais de atividade física moderada. Para quem está parado, a recomendação prática é começar devagar, com períodos curtos, e aumentar a duração gradualmente.

Pessoas com lesões, dores persistentes, doenças cardíacas ou outras condições de saúde devem conversar com um profissional antes de iniciar uma rotina mais intensa. Durante o exercício, dor no peito, tontura intensa ou falta de ar fora do habitual são sinais para interromper a atividade e procurar atendimento.

5. Mantenha o sono e a rotina organizados

O sono participa da recuperação do organismo, da regulação do humor e da manutenção da atenção. Para melhorar a qualidade do descanso, tente manter horários semelhantes para dormir e acordar, reduzir o uso de telas antes de deitar e evitar refeições muito pesadas ou bebidas estimulantes perto do horário de dormir.

O ambiente também pode fazer diferença. Sempre que possível, mantenha o quarto ventilado, escuro e silencioso. Em regiões quentes, roupas leves, hidratação ao longo do dia e a escolha de horários mais frescos podem ajudar no conforto durante a noite.

Insônia frequente, ronco intenso, pausas na respiração, sonolência excessiva durante o dia ou cansaço persistente devem ser avaliados por um profissional de saúde. O uso de remédios ou suplementos para dormir sem orientação não é recomendado.

6. Cuide da saúde mental e mantenha vínculos

Saúde mental também faz parte do cuidado diário. Reservar tempo para descanso, lazer, convivência com familiares e amigos e atividades prazerosas pode ajudar a lidar com o estresse. Conversar com alguém de confiança e pedir ajuda quando necessário são atitudes de cuidado, não sinais de fraqueza.

O Ministério da Saúde destaca que o bem-estar mental é influenciado por fatores físicos, emocionais, sociais e pelas condições de vida. Por isso, não é necessário enfrentar sozinho um sofrimento persistente.

Tristeza prolongada, ansiedade intensa, isolamento, mudanças importantes no comportamento ou pensamentos de autolesão exigem atenção. A pessoa pode procurar uma UBS ou os serviços da Rede de Atenção Psicossocial do SUS. Em situações de emergência, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) pode ser acionado pelo telefone 192.

7. Mantenha a vacinação em dia

A vacinação protege contra doenças graves e ajuda a reduzir a circulação de vírus e bactérias na comunidade. O calendário acompanha diferentes fases da vida, desde a gestação e a infância até a adolescência, a idade adulta e a velhice.

O Calendário Nacional de Vacinação pode ser consultado nos canais oficiais do Ministério da Saúde. A vacinação de rotina está disponível durante todo o ano nas unidades que oferecem o serviço. A falta da caderneta não impede a avaliação do esquema vacinal; em caso de perda, é possível solicitar uma nova via na unidade de saúde.

Quem mora ou circula por áreas rurais, ribeirinhas, indígenas ou de difícil acesso deve verificar as estratégias disponíveis no município ou na comunidade. No Amazonas, ações específicas podem ampliar o acesso às vacinas em localidades atendidas por equipes de saúde e operações itinerantes.

8. Reduza o risco de doenças transmitidas por mosquitos

Eliminar água parada é uma das medidas mais importantes para reduzir criadouros do Aedes aegypti, mosquito que transmite dengue, zika e chikungunya. Uma vez por semana, examine quintais, varandas, calhas, caixas-d’água, vasos de plantas, pneus, garrafas, baldes e outros recipientes.

Caixas-d’água devem permanecer tampadas, ralos podem receber telas e recipientes que não possam ser descartados precisam ficar protegidos da chuva. Bebedouros de animais também devem ser lavados com frequência. O Ministério da Saúde orienta a inspeção semanal dos imóveis e o uso de telas e repelentes quando indicado.

Em áreas com risco de malária ou outras doenças transmitidas por mosquitos, mosquiteiros, telas, roupas que cubram braços e pernas e repelentes registrados podem ajudar a reduzir as picadas. O produto deve ser usado conforme a faixa etária e as instruções do rótulo. Crianças pequenas precisam de orientação específica antes do uso de repelente.

Febre, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores no corpo, náuseas, manchas na pele ou calafrios devem ser avaliados em uma unidade de saúde. Evite a automedicação, principalmente diante da suspeita de dengue ou malária.

9. Cuide da higiene das mãos e dos alimentos

Lavar as mãos com água e sabão antes de preparar alimentos, antes das refeições e depois de usar o banheiro ajuda a reduzir a transmissão de infecções. A medida também deve ser reforçada ao chegar da rua, após cuidar de animais e depois de tossir ou espirrar.

Na cozinha, mantenha utensílios limpos, lave frutas e verduras conforme a orientação sanitária e armazene os alimentos de maneira adequada. Água para consumo deve ser tratada ou proveniente de fonte segura. Em caso de dúvida sobre a qualidade da água, procure a orientação da vigilância sanitária ou da unidade de saúde local.

10. Faça acompanhamento preventivo

Não espere surgir um problema para procurar o serviço de saúde. A UBS pode orientar sobre vacinação, saúde da mulher, saúde do homem, saúde da criança, saúde do idoso, acompanhamento de doenças crônicas, saúde bucal e ações de prevenção.

A higiene bucal também deve fazer parte da rotina. Escove os dentes com creme dental fluoretado, use fio dental diariamente e procure atendimento odontológico quando houver dor, sangramento persistente, ferida que não cicatriza ou dificuldade para mastigar. O Ministério da Saúde informa que os serviços odontológicos do SUS começam, em geral, pela atenção primária.

Como começar sem abandonar a rotina

Uma forma prática de adotar hábitos saudáveis é escolher uma mudança de cada vez. Na primeira semana, a meta pode ser beber mais água. Depois, incluir uma caminhada curta, organizar o horário de sono, revisar a caderneta de vacinação ou fazer uma inspeção contra água parada em casa.

Metas realistas tendem a ser mais sustentáveis do que mudanças radicais. O cuidado deve considerar renda, acesso a alimentos, condições de moradia, trabalho, deslocamento e as necessidades de cada família. Se houver dúvida ou dificuldade para manter um hábito, procure a equipe da UBS e peça orientação individualizada.