terça-feira, 13 de outubro de 2026
Política

Na Câmara de Manaus, vereadores relacionam fumaça a ações de fiscalização e proteção à saúde

Pronunciamentos defenderam integração entre governos, apoio aéreo para áreas isoladas e reforço da prevenção ao câncer de mama; divulgação não informa prazos ou custos para as medidas citadas.

A necessidade de coordenar ações contra queimadas e ampliar o atendimento à saúde da mulher reuniu manifestações de vereadores de Manaus durante o Grande Expediente da Câmara Municipal, na terça-feira (13 de outubro). Os discursos trataram de fiscalização ambiental, uso de equipamentos para alcançar áreas de difícil acesso e diagnóstico precoce do câncer.

Fumaça e resposta a incêndios

Marco Castilhos (União Brasil) afirmou que a fumaça tem afetado a rotina dos moradores e citou a suspensão preventiva das atividades escolares nas redes municipal e estadual de ensino. O vereador defendeu campanhas de conscientização sobre os riscos das queimadas irregulares e a atuação conjunta da Comissão de Meio Ambiente da Câmara, dos órgãos de fiscalização e do Ministério Público do Amazonas (MPAM).

Gilmar Nascimento (Avante) mencionou focos de queimadas em áreas rurais, rodovias e ramais de municípios próximos a Manaus. Segundo ele, a fumaça produzida nesses locais também compromete a qualidade do ar na capital. O parlamentar pediu maior integração entre os governos federal, estadual e municipais para ampliar a fiscalização e as medidas preventivas.

Durante o pronunciamento, Gilmar também citou a Lei Municipal nº 618/2026, de sua autoria, que institui a Semana de Estudo sobre Conservação Ambiental e Sustentabilidade Amazônica nas escolas de Manaus.

Dr. Eduardo Assis (Avante) defendeu investimentos em tecnologia, equipamentos e aeronaves para combater incêndios em áreas de acesso difícil. Ele afirmou que a Prefeitura reforçou a fiscalização e os investimentos, mas avaliou que o apoio das esferas estadual e federal é necessário para alcançar focos isolados na floresta.

Dados sobre câncer

A vereadora Professora Jacqueline (União Brasil) abordou a campanha Outubro Rosa e apresentou estimativas atribuídas ao Instituto Nacional de Câncer (Inca). Para 2026, os números citados indicam 600 novos casos de câncer de mama e 620 de câncer do colo do útero no Amazonas. Em Manaus, as projeções mencionadas são de 410 e 430 casos, respectivamente.

Jacqueline também apresentou dados atribuídos à Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) e à Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM). Conforme os números citados, foram registrados 1.149 óbitos por câncer de mama no estado entre 2020 e 2024. Desse total, 860 ocorreram entre mulheres de 30 a 69 anos.

A vereadora defendeu o fortalecimento das ações de conscientização, o acesso ao diagnóstico precoce e a ampliação da rede de atendimento à saúde da mulher, incluindo serviços oferecidos por unidades móveis. Também afirmou que é necessário reduzir tabus, incentivar o autoexame e orientar a busca por atendimento profissional.

Medidas citadas não têm cronograma detalhado

As manifestações registram pedidos de integração entre governos, fiscalização, apoio aéreo e reforço da rede de saúde, mas a divulgação da Câmara Municipal de Manaus não detalha prazos, valores, responsáveis pela execução ou resultados esperados para essas medidas. Também não há, na divulgação, resposta dos órgãos mencionados sobre a adoção dos pedidos apresentados pelos vereadores. Assim, o conteúdo documenta os pronunciamentos e as propostas, sem indicar execução ou resultado concreto das ações defendidas.

Fonte: Camara dos Vereadores Manaus.